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Última Atualização: 30/07/2012 às 11:00:29 por: mario
CRIATIVIDADE: COMPETÊNCIA ESSENCIAL - IV
(* Mário Heinen)

O tema ‘Criatividade' tem se mostrado, cada vez mais, de relevada importância não só no meio corporativo, mas sim em todos os segmentos da atuação e do comportamento humano e organizacional. Aqui nos TEXTOS DA TERÇA eu tenho procurado demonstrar que, não somente importante, a criatividade é uma competência essencial para a sobrevivência humana.

Nos treinamentos, cursos, seminários e palestras que tenho a oportunidade de conduzir, verifico que o tema é coberto de uma série de interrogações e, acima de tudo, ainda não é visto como uma competência essencial. E não importa se o público a quem me dirijo são executivos, gestores de organizações, lideranças, diretores de Escolas ou professores: o entendimento da criatividade tem se demonstrado complexo e surpreendente nas suas manifestações. Eu verifico que, as vezes, chegamos à ‘quase negação' de tal ferramenta em nós mesmos e, como é bem sabido, nós brasileiros somos o povo mais criativo deste planeta.

No TEXTO DA TERÇA de hoje quero apontar mais um dos motivos que faz da criatividade essa competência essencial. Aqui, quero demonstrar que a criatividade atende a uma das necessidades mais importantes a serem atendidas e desenvolvidas nas organizações humanas, e alvo de constantes indagações por parte destes mesmos executivos, empresários, gestores, lideranças, diretores de Escolas e professores: A MOTIVAÇÃO.

A CRIATIVIDADE É FATOR MOTIVACIONAL

Eu não tenho a menor dúvida em identificar a motivação como um dos assuntos mais relevantes, hoje em dia, nos meios corporativos e organizacionais no mundo todo. Senão vejamos:

"SÃO PAULO - Dados do Estudo Global sobre Força de Trabalho, realizado pela Towers Watson, revelam que 30% dos profissionais brasileiros estão desengajados no seu emprego atual. Apenas 28% afirmaram estar altamente motivados, 26% se sentem sem suporte por parte da empresa para realizar suas atividades, e 16% estão desvinculados de suas empresas.
Para o consultor sênior da área de Pesquisas com Empregados da Towers Watson no Brasil, Carlos Ortega, o resultado da pesquisa é considerado crítico. "Se considerarmos que as empresas hoje buscam um engajamento sustentável, isto é, que assegure uma alta performance e um comprometimento de longo prazo, esses números mostram que as empresas estão bastante vulneráveis".

Ele ainda ressalta que nos últimos anos, com os empregadores se preocupando em controlar custos e manter as empresas competitivas globalmente, o suporte organizacional e o foco em bem-estar tornaram-se fundamentais. "As empresas que não se preocuparem em melhorar o ambiente de trabalho, garantir o ambiente de suporte aos funcionários e criar um sentimento de vínculo à organização, verão o engajamento dos profissionais diminuir, afetando diretamente a produtividade e a capacidade de crescimento do negócio", completa Ortega.

Principais motivações

A pesquisa aponta que o salário e benefícios são os principais fatores para o alto engajamento. Para os profissionais brasileiros, o desenvolvimento de carreira, imagem da empresa e metas e objetivos claros também são importantes pontos que os motivam a criar um laço com a empresa.

No entanto, o cenário das empresas brasileiras se mostrou desanimador com relação a esses itens. Para o desenvolvimento da carreira, metade dos entrevistados acreditam que se desligar da empresa é a única opção. Quase 60% afirmam não ter acesso aos treinamentos necessários para serem produtivos em suas atividades e 63% não acreditam ser efetivos os programas de treinamento.

Já nas metas e objetivos claros, 46% dos empregados não conhecem ou têm acesso às metas da empresa em que trabalham, 37% não entendem o seu papel no trabalho e 44% não sabem as ações necessárias para contribuir com a empresa.
"É preciso remover as barreiras para a realização dos trabalhos. Além de ótimas condições de emprego, as companhias precisam ser claras ao demonstrar que o funcionário é valorizado", aponta Ortega. Para ele, o suporte organizacional é importante para propiciar as condições necessárias para melhorar a produtividade e o desempenho.

Sobre o estudo

A pesquisa foi norteada pelo conceito de engajamento sustentável, que é a soma do engajamento (vínculo à empresa e vontade de dar o melhor de si - esforço extra); suporte organizacional (que proporcione produtividade e alto desempenho); e bem-estar (físico, emocional e interpessoal). Ao todo, foram entrevistados mais de 32 mil profissionais de organizações de grande e médio porte de 28 países."

 

Com essa breve reportagem, mais uma vez, se evidencia a grande dificuldade para que a gestão da motivação seja levada a cabo por parte daqueles que respondem por pessoas, grupos, equipes e times nas organizações humanas: o que fazer para motivar? O que motiva as pessoas? Como é que eu lido com a desmotivação?

Uma das respostas possíveis para essas - e tantas outras - questões a respeito da motivação está na ‘ponta da língua': oportunize às pessoas que utilizem os seus potenciais criativos, dê a oportunidade para que elas sejam criativas.

Abraham Maslow, a quem se credita o mais profundo e esclarecedor estudo sobre o tema ‘motivação humana', definiu os cinco níveis das necessidades humanas na sua "Pirâmide de Maslow". E, no topo desta pirâmide, no nível mais complexo das necessidades humanas e, ao mesmo tempo, aquele que se retroalimenta de forma mais rápida e consistente - está o nível das necessidades de AUTO REALIZAÇÃO. E neste nível da ‘Auto Realização' ele identificou as necessidades humanas de: inovar, criar e desenvolver potencialidades, usar a criatividade, ter liberdade de escolha.
Frederick Herzberg, que somou à teoria de Maslow a sua preciosa contribuição científica, provou que o atendimento a essas necessidades de auto realização são efetivos fatores motivacionais - e não fatores higiênicos da motivação.

Ora, então:
- inovar é usar a criatividade.
- criar e desenvolver potencialidades, ou seja, para usar aquilo que é potencial nos seres humanos, aquilo que sabemos e/ou podemos fazer - mas ainda não fazemos - é preciso usar a criatividade.
- usar a criatividade é criar e, para tanto, nós precisamos saber conceber o novo, temos que desenvolver as competências da criatividade: o conhecimento criativo, as habilidades criativas e, fundamentalmente, a atitude criativa. Isso motiva.
- a liberdade de escolha, em sua essência, tem como premissa a utilização da criatividade.

Dessa forma, a gestão da motivação humana - quer seja ela a auto motivação, quer seja como o estímulo motivador - passa inevitavelmente pela gestão da criatividade. A criatividade humana diferencia o ser humano de todos os outros seres, e não a sua inteligência.

"A criatividade é a inteligência se divertindo".

Se você quer mais da sua equipe e dos seus subordinados, se você precisa motivar a si mesmo ou quer ajudar/disparar a motivação em alguém, se o seu diferencial competitivo é fator de sobrevivência, se você busca na sua motivação e/ou na motivação do seu grupo de trabalho a competência que o diferencia de seus concorrentes, se você entende que o fator motivacional é a "mola propulsora" do sucesso de seus subordinados ou alunos/aprendizes, se você tem a participação destes mas almeja o seu comprometimento, seja você um fator motivador: SEJA CRIATIVO, DESAFIE A CRIATIVIDADE.
E, mais do que isso, se você quer tudo isso de si mesmo, se você quer ver motivação no seu grupo de trabalho, SEJA VOCÊ MESMO UM EXEMPLO DE CRIATIVIDADE.
O seu exemplo pessoal é um fator de irradiação de criatividade e, consequentemente, SEU EXEMPLO PESSOAL VAI IRRADIAR MOTIVAÇÃO!

"Inovação é o que distingue um Líder de um seguidor". (Steve Jobs)

Todo Líder tem como fundamento a gestão da motivação e, sem qualquer sombra de dúvida, ser um ‘Líder Motivador' é fator diferencial de sucesso. Estimule a criatividade, ouça a si mesmo e aos do seu grupo, estimule novas idéias, crie um ambiente motivador você mesmo - sem esperar que os outros façam isso para você. Pois, se você esperar pelos outros para se motivar, não vai se motivar nunca. A motivação não está à venda, não se aluga nem se empresta, não tem como fazer ‘download' de motivação - nem de criatividade. Então, seja um exemplo criativo, seja um exemplo de motivação, seja um ‘Líder Democrático': assim você vai "espraiar" motivação.

E.T.: você sabe qual a diferença entre participação e comprometimento? Um bife com ovos! A galinha participou, e o boi se comprometeu...
Se você quer participação e/ou comprometimento da sua equipe, pense nisso!

Para encerrar o TEXTO DA TERÇA de hoje, vai aqui um desafio criativo. Abaixo há uma relação com as primeiras letras do alfabeto, divididas em duas linhas distintas. Se você descobrir o critério que eu usei para dividí-las em dois grupos diferentes, mande um e-mail para mim (mario@heinen-rh.com.br) com a sua resposta. Os 3 (três) primeiros a responder corretamente a esse desafio estarão convidados a participar de um Eco Training Demo no final de setembro (ou no início de outubro), em data a ser divulgada, com direito a levar um acompanhante - ambos com participação gratuita nas atividades, bem como taxa de entrada no Parque das Laranjeiras (em Três Coroas), almoço e lanche por nossa conta. O resultado dos vencedores será divulgado tão logo o desafio esteja atendido.
Vamos ver quem são os "mais motivados"...e criativos!

 

O desafio das letras:

A            E            F            H            I
-----------------------------------------
B            C            D            G            J

 

Boa sorte!

* MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de organizações em Desenvolvimento Humano e Organizacional, RH, Endomarketing, T&D, Qualidade Total, Gestão Ambiental e 'Eco Training'. Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

 

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