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Última Atualização: 30/08/2016 às 16:55:07 por: mario

INDICAÇÃO DE LIVROS E FILMES SOBRE LIDERANÇA

LIVROS

O Monge e o Executivo

Com uma narrativa envolvente, O Monge e o Executivo conta a história de John Daily, um homem de negócios bem sucedido que percebe, de repente, que está fracassando como chefe, marido e pai. Numa tentativa desesperada de retomar o controle da situação, ele decide participar de um retiro sobre liderança num mosteiro beneditino, comandado pelo frade Leonard Hoffmann, um influente empresário americano que abandonou tudo em busca de um novo sentido para a vida.
A princípio, Daily e os outros cinco alunos que participam do seminário reagem com um certo ceticismo aos conceitos apresentados pelo frade, mas depois eles se rendem à sua experiência. Afinal, Hoffmann ganhou fama no mundo dos negócios por sua capacidade de recuperar empresas em crise, transformando-as em exemplos de sucesso.
O monge defende que a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. E diz ainda que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Ou seja, para liderar é preciso estar disposto a servir.
Através da história desses personagens, James C. Hunter apresenta conceitos fundamentais para melhorar nossa capacidade de liderança e o convívio com os outros, ajudando assim a nos tornarmos pessoas melhores e abrindo caminho para o sucesso duradouro.
Se você tem dificuldade em fazer sua equipe dê o melhor de si no trabalho e gostaria de se relacionar melhor com sua família e seus amigos, vai encontrar neste livro personagens, idéias e discussões que vão abrir um novo horizonte em sua forma de lidar com os outros.
É impossível ler este livro sem sair transformado. O Monge e o Executivo é, sobretudo, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.
Tenho utilizado esse livro em seminários, grupos de estudo, treinamentos, "coaching" e aconselhamento de carreira e, cada vez mais, verifico que a narrativa e a facilidade de entendimento das lições inseridas neste livro são muito intensas, consistentes e duradouras. É simples, coerente, fácil de ser lido e "digerido".

Desenvolvimento Interpessoal

Desenvolvimento Interpessoal destina-se a participantes de equipes de treinamento, educadores em geral e profissionais que lidam com grupos em organizações públicas ou privadas - no papel de chefes, dirigentes, executivos, gerentes ou assessores -, a professores, estudantes universitários e leitores interessados na ciência do comportamento humanos em grupo.
Os participantes de grupos de treinamento de sensibilidade e dinâmica interpessoal encontrarão nos textos de leitura algumas idéias e conceitos úteis para maior compreensão de si mesmos e dos outros, no complexo processo de interação.
Administradores, dirigentes, executivos e gerentes também terão subsídios para autoconhecimento e compreensão do funcionamento dos grupos que lideram, dos problemas e dificuldades que enfrentam no dia a dia.
Educadores de todos os níveis e especialistas em educação encontrarão material para indagações críticas e reflexões a respeito do seu papel social no contexto pedagógico atual e das necessidades de mudanças e inovações em si mesmos e na didática que empregam.
A leitura, entretanto, mesmo que acompanhada de questionamentos, especulações e inferências ou conclusões provisórias, não é suficiente para provocar mudanças mais profundas ou duradouras. Ele constitui apenas o ponto de partida de um longo e trabalhoso processo de mudança pessoal em termos de atitudes e comportamentos. A aprendizagem cognitiva é de grande valor, contudo carece de reforço em outra dimensão, sem o qual haverá somente mais conhecimentos acumulados intelectualmente, mas com pouca repercussão na conduta geral do indivíduo.
É neste ponto que a aprendizagem emocional se faz desejável e necessária para mudanças de atitudes e suas consequências no comportamento da pessoa, em termos de atuação e eficiência. O envolvimento emocional, a conjugação pelas vias intelectual e emocional de informações e experiências - ao pensar e sentir, analisar, raciocinar e expressar sentimentos, num misto de lógica e ingenuidade -, permitem insights e conscientização que modificam percepções, conhecimentos e sentimentos, mudando igualmente a predisposição para agir.
O conhecimento técnico é, geralmente, de aquisição menos difícil e menos demorada que as atitudes. Estas levam mais tempo para serem desenvolvidas ou modificadas, requerendo técnicas especiais e complexas. Pretender formar ou mudar atitudes por meio de processos puramente cognitivos é ilusório e inconsequente.
Daí a necessidade da vivência, da experiência compartilhada em grupo, do treinamento de laboratório, e bem conduzido por profissional competente, que proporcione aprendizagens cognitivas e emocionais adequadamente dosadas para os fins visados.
Convém esclarecer, finalmente, que Desenvolvimento Interpessoal não é um manual de técnicas e orientação para o coordenador de treinamento. Este, entretanto, encontrará utilidade nos textos de leitura como referência e apoio, e nas sugestões de exercícios, ao utilizá-lo como material didático. A leitura pode, ainda, ser de interesse para profissionais, estudiosos e curiosos a respeito do comportamento humano.
Como profissional de Desenvolvimento Humano e Organizacional, considero essa obra da Fela Moscovici como uma referência teórica e prática do que há de melhor e mais consistente em minha área de atuação. E, sem dúvida, para aqueles que querem desenvolver suas competências, seus conhecimentos, habilidades e atitudes pessoais e profissionais, esse livro é imprescindível, é essencial.

Transformando suor em ouro

Como centenas de milhares de adolescentes da década de 1980, cresci apaixonado pelo vôlei. Quando íamos para a rua montar a rede e "repetir" a atuação dos nossos ídolos, não me lembro de ninguém que dissesse: "eu sou o Bernardinho". Quase todos queriam representar o papel dos titulares e não do levantador reserva. Bernardinho não tinha vaga na seleção da minha rua.
Poucos poderiam imaginar que ali, no banco de reservas da seleção, atento a tudo, estivesse sendo gerado o maior técnico da história do voleibol brasileiro e um dos maiores símbolos de liderança do Brasil. O obscuro jogador reserva da geração de 1980 tornou-se um craque do esporte no nosso país - o grande astro do jogo coletivo.
A essência dessa transformação é a crença numa equação simples que nada tem de matemática: TRABALHO + TALENTO = SUCESSO. Não por acaso o TRABALHO vem antes do TALENTO. Para Bernardinho, a ordem desses fatores altera o produto. Apoiado no seu próprio exemplo como jogador, ele aposta no esforço e na perseverança, na disciplina e na obstinação.
Quando vai a empresas dar suas palestras, a razão dos aplausos frequentes é uma só: as lições do Bernardinho se aplicam a qualquer setor da atividade humana. Ele se tornou aos poucos o símbolo da liderança moderna. Democrático, franco, aberto, mas seguro no momento de decidir.
Há muitas frases neste livro que merecem ser guardadas para reflexão. Algumas simples, outras complexas, mas todas com um conteúdo que resume, em pequenas doses de sabedoria, o segredo de tanto sucesso.
Bernardinho é o divisor de águas num país que precisa aprender a importância da cooperação, da solidariedade e do trabalho em equipe. (João Pedro Paes Leme)

FILMES

Apollo 13

"O fracasso não é uma opção", frase que virou símbolo do filme Apollo 13, já foi integrada a, pelo menos, metade das declarações de missão das empresas americanas. E por que não? Os astronautas e a equipe da missão em terra dão um exemplo de liderança sensata, calma e criativa durante uma crise extremamente tensa. Gene Kranz (Ed Harris), encarregado das operações da missão na base em Houston, e Jim Lovel (Tom Hanks), comandante da missão lunar da Apollo em 1970, não são homens que têm sonhos grandiosos ou personalidades inspiradoras. São sujeitos confrontados com um problema urgente que só pode ser resolvido com trabalho de equipe, criatividade e direção sensata. E eles demonstram possuir todas essas qualidades em abundância. É de Kranz a ordem: "Sugiro que vocês, cavalheiros, inventem uma maneira de enfiar um poste quadrado num buraco redondo, e rápido". Lovell, por sua vez, supervisiona uma equipe submetida ao estresse mais horrendo imaginável.
O filme também trata do papel da comunicação na liderança. Kranz e Lovell suprimem as discussões inúteis. Nunca passam adiante informações incompletas ou alarmistas. E mantêm uma comunicação verbal - e emocional - constante entre os homens em terra e os homens no espaço. Com isso, eles conservam o máximo de controle numa situação caótica e inspiram confiança nas duas equipes. É claro que os líderes querem lealdade e engajamento total de seus subordinados, mas devem conquistar a confiança deles em primeiro lugar. E, afinal, o fracasso não é uma opção. (Revista VOCÊ S.A.)

Jamaica abaixo de zero

A história deste filme é "vendida" como se fosse uma grande comédia, uma piada; mas não é nem uma coisa nem outra: aconteceu de verdade.
Ela retrata a experiência vivida por quatro ‘despreparados' atletas jamaicanos que tinham um sonho aparentemente impossível: participar das Olimpíadas de inverno, pela Jamaica, competindo na categoria "bobsleds" (trenós na neve, que descem por uma pista de gele em alta velocidade). Com a ajuda de um ex-campeão, um americano fanfarrão e fora de forma, eles embarcam nesta aventura. Os quatro jamaicanos aprendem os princípios do esporte, ‘se iniciam' no mesmo de forma improvisada, deixam os trópicos e vão aos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, em Calgary (Canadá), para competir num esporte que nunca praticaram. Contando com a vontade, com um forte senso de motivação e com a coragem de cada um, eles tornam-se heróis, chamando a atenção do mundo inteiro para essa tal corrida de trenós. Liderança, espírito de equipe, superação, busca de desafios e de resultados são alguns dos ingredientes especiais que o filme apresenta.
Após a aventura - e em função dela - a Jamaica passou a participar de todos os demais Jogos Olímpicos de Inverno a partir de então. Um filme que surpreende, inspira, emociona e alegra.
E há de ser referido, em especial, algo que não é contado no filme - afinal de contas, "hollywood não mostra esse tipo de coisa". Na verdade, o americano que se torna treinador da equipe literalmente abandona os quatro jamaicanos no Canadá, no pior momento que o grupo vive durante a competição; e eles, mesmo assim, se superam e conquistam seu lugar na história deste esporte - e de seu país. O filme, ao contrário da realidade, mostra o treinador com o grupo até o final da história.

O Preço do Desafio

Este filme, aclamado pelas platéias do mundo todo, é a dinâmica saga de heróis da vida real, determinados a ter êxito num desafio para poucas pessoas: o Exame Nacional de Cálculos Avançados dos Estados Unidos, que classifica os alunos para as universidades - uma espécie de vestibular. Mas, muito mais do que isso, a história de de "O Preço do Desafio" é de "ganas", determinação, superação e amor à Educação; ee é uma contundente evidência de que, com pessoas como o professor Jaime, pode-se mudar muita coisa neste mundo - em especial na Educação.
Edward James Olmos (indicado ao Oscar de Melhor Ator por este filme, em 1988) nos dá uma performance extraordinária como o indômito Jaime Escalante, um professor de matemática numa escola em East Los Angeles, o Garfield High School, que se recusa a rotular seus estudantes de subúrbio como fracassados. Escalante é persuasivo, motivador, hábil negociador, criativo, que empurra e inspira 18 garotos que estão lutando com as frações e cálculos para se tornarem mestres da matemática, para poderem realizar seu sonho de ingressar numa faculdade. A trajetória do grupo de alunos e de seu intrépido professor é fascinante, baseada em fatos reais, e cheia de surpresas, verdades, de realidade. O final do filme - e o seu desdobramento, apresentado no "lettering" de encerramento - é um depoimento que emociona demais...! E, num momento em que se evidenciam cada vez mais as lacunas, problemas e dificuldades da Educação no Brasil, esse filme á um alento e uma esperança de que 'a Educação pode dar certo neste país'!

MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, em Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e de organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: RH, Pesquisa/Diagnóstico Organizacional e de CI/Endomarketing, T&D, Planejamento Estratégico, Qualidade Total, 'Eco Training' e 'Coaching' (ABRACOACHING). Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

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