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A fofoca no trabalho, quanto custa?

Última Atualização: 11/10/2011 às 10:33:14 por: mario

LEVANTAMENTO CALCULA "CUSTO DA FOFOCA" NO TRABALHO

Um levantamento realizado com trabalhadores britânicos estimou o custo da fofoca e de outras interrupções aparentemente inofensivas de trabalho, como problemas de computador, simulações de incêndio e atrasos de dez minutos.

Em um país onde é comum que os empregados se queixem das longas horas passadas no escritório, a consultoria de recursos humanos Office Angels disse que foi "surpreendente" descobrir que tais desperdícios chegam a uma média individual de 13 dias úteis de trabalho por ano - quase três semanas da jornada de trabalho. Dos cerca de 28,9 milhões de trabalhadores britânicos, um percentual equivalente a 13% admitiu gastar pelo menos duas horas semanais fofocando com os colegas, revelou a pesquisa.
Nos cálculos da consultoria, os britânicos gastam 7,4 milhões de horas semanais nessa atividade. Como o salário médio na Grã-Bretanha é de 11,71 libras por hora, o estudo concluiu que as empresas perdem mais de 86 milhões de libras por ano (cerca de R$ 345 milhões). A mesma quantia é perdida em encontros que foram descritos como "inúteis" - como reuniões para rediscutir cronogramas de reuniões.
Segundo a pesquisa, 8 milhões de horas são gastas por semana com problemas de computadores na Grã-Bretanha, onde 59% dos entrevistados disse gastar pelo menos 30 minutos por semana reiniciando suas máquinas.
Mas o grande responsável pela perda de tempo, disse a consultoria, são as chamadas "táticas de adiamento" dos funcionários: navegar pela Internet, perder-se em digressões e pensamentos ou simplesmente fazer café para os colegas.

Tempo é dinheiro

Com base nesses números, o estudo estimou que a perda econômica da economia britânica chega a 6,85 bilhões de libras esterlinas - ou cerca de R$ 27 bilhões - por ano.
"Tempo é dinheiro. Saber como gastamos nosso tempo nos permite trabalhar de maneira mais eficiente como equipe", disse o diretor-gerente da consultoria, David Clubb. "Isto significará, é claro, dar um pouco mais de atenção ao trabalho, mas também assegurar que tenhamos um equilíbrio saudável entre a vida e o trabalho, terminando as tarefas durante o tempo previsto na jornada."
Mas a pesquisa demonstrou ainda que o custo da pausa para o café e da navegação pela Internet está sendo amenizado por comportamentos conscientes em outras áreas. Os trabalhadores britânicos estão, por exemplo, reciclando mais papel - 39% de todos os respondentes, segundo a pesquisa. Cerca de 12% deles disseram substituir os copos de plástico por outros de vidro na hora de tomar água. Além disso, 35% dos empregados britânicos desligam seu computador ao final do expediente, o que, por noite, equivale a uma economia de 83 milhões de libras, ou cerca de R$ 330 milhões.

BBC Brasil

MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de organizações em Desenvolvimento Humano e Organizacional, RH, Endomarketing, T&D, Qualidade Total, Gestão Ambiental e 'Eco Training'. Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

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