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'9 EM CADA 10 PROFISSIONAIS SÃO CONTRATADOS PELO PERFIL TÉCNICO E DEMITIDOS PELO COMPORTAMENTAL' é o tema dessa semana no TEXTO DA TERÇA...!

Última Atualização: 14/04/2020 às 12:31:09 por: mario
9 em cada 10 profissionais são contratados pelo perfil técnico
e demitidos pelo comportamental

Levantamento da Page Personnel aponta que 90% dos colaboradores são desligados das empresas por conduta inesperada ou inapropriada; veja alertas que devem ser considerados quando houver problemas desencadeados pelo lado comportamental.

Inteligência emocional tem peso decisivo na manutenção do emprego, mostra pesquisa.

Nove em cada 10 profissionais são contratados pelo perfil técnico e demitidos pelo comportamental. É o que aponta o levantamento da Page Personnel, consultoria global de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gestão.

O estudo leva em conta as respostas de 1.400 executivos de recursos humanos de janeiro até agosto, de empresas dos setores de varejo, vendas, TI, propriedade e construção, marketing, finanças, engenharia e RH.

De acordo com Renato Trindade, gerente da Page Personnel, há muitos profissionais qualificados tecnicamente, com um currículo repleto de bons cursos e atividades complementares, mas tanto repertório não é suficiente para conquistar uma boa vaga.

"O profissional precisa ter uma forte inteligência emocional e buscar novas habilidades, como trabalhar em equipe, respeito ao próximo, inspirar e desenvolver pessoas. Muitos executivos acabam sendo atropelados pelo próprio ego e pagando um preço alto, muitas vezes acarretando em demissão", explica.

Renato Trindade elenca 5 alertas que os profissionais devem considerar quando houver problemas desencadeados pelo lado comportamental:

Curva de aprendizado em declínio (alerta: baixo desenvolvimento)

Quando foi a última vez que você adquiriu uma nova habilidade? Ou que enfrentou um desafio real? Se você não tem se sentido estimulado ultimamente, talvez seja melhor começar a pensar em um novo rumo para a carreira. Aprender com o trabalho é extremamente importante.

Chances de promoção fora do radar (alerta: estagnação)

Permanecer estagnado na mesma posição por muito tempo pode afetar a satisfação e até a performance no emprego. Quando não há chance de promoção, as pessoas tendem a ficar desmotivadas. Quando isso acontece, o trabalho se torna uma obrigação. Trabalho é sempre trabalho, mas é possível e importante gostar daquilo que se faz. Caso isso não seja uma opção, é outro sinal para sair de onde está.

Dificuldades para ser autêntico (alerta: adaptação inviável)

Você evita falar o que pensa no trabalho? O ambiente é tão engessado que você não consegue nem ter uma conversa relaxada com seus companheiros de equipe? Suas ideias sempre são imediatamente descartadas? Então, provavelmente, você já começou a se autosabotar. Quando paramos de ser autênticos, os problemas vão começar a surgir.

Quando não há liberdade para expressar minimamente as verdades, é muito difícil que haja uma boa combinação até mesmo com a cultura da companhia. No longo prazo, as chances de a companhia buscar alguém com perfil mais bem adaptado à realidade imposta é muito grande. Falta de autenticidade prejudica inclusive o potencial de liderança.

Problemas de saúde com frequência (alerta: estresse e somatização)

Em casos mais sérios, o estresse ocasionado pelo trabalho pode ser o gatilho para vários tipos de complicações de saúde. Desde problemas de pressão até ataques de pânico e ansiedade, afetando de forma realmente negativa o cotidiano. O estresse pode ser considerado como elemento comum de qualquer rotina, até mesmo quando chega a níveis mais alarmantes.

Porém, quando ataques de pânico e ansiedade se tornam comuns, infelizmente é sinal de que não há outra alternativa. Não cabe julgamento, mas vale pensar em mudança. Saúde é prioridade. E outro detalhe: sem saúde mental e física, não existe alta produtividade. Quando as pressões externas refletem no corpo, ocorre o processo de somatização, um vilão para a vitalidade.

Dificuldades para se desligar dos problemas (alerta: riscos à reputação)

Falar apenas sobre o trabalho pode ser um sinal de problema. O equilíbrio entre vida profissional e pessoal está cada vez mais em foco no mundo corporativo, e com um bom motivo. Se você não consegue tirar sua cabeça do local de trabalho, é provável que ele esteja demandando muito de você. Todos falam sobre a carreira com amigos e família, mas há sempre outros tópicos de conversa.

Além disso, uma pessoa que não está conseguindo se livrar dos problemas pode estar queimando a reputação perante colegas e gestores. Um profissional de alto nível pode se tornar aos olhos mais próximos alguém com baixa capacidade de lidar com crises.

A reputação é um valor intangível, porém, crucial numa troca de trabalho. Não existe networking sem boa dose de reputação

Fonte: G1, publicado no site psisolucoes.srv.br - December 5, 2019

MÁRIO HEINEN: psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e de organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: Gestão de Pessoas/RH, Pesquisa/Diagnóstico Organizacional e de Comunicação Interna, T&D, Planejamento Estratégico, Excelência em Serviços e no Atendimento ao Cliente, 'Eco Training', 'Coaching' (ABRACOACHING); Palestrante, Instrutor de Treinamentos e Educador Experiencial. Ex-professor da UFRGS (Escola de Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos. Psicoterapeuta, Bombeiro Voluntário, Chef de Cozinha e Embaixador da Jr. Achievement/RS.

 

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