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'FALAR PALAVRÃO AJUDA A TER BOA SAÚDE MENTAL' é o tema do TEXTO DA TERÇA dessa semana..!

Última Atualização: 18/06/2019 às 12:33:48 por: mario
FALAR PALAVRÃO AJUDA A TER BOA SAÚDE MENTAL, SEGUNDO ESTUDO NEUROCIENTÍFICO

Falar palavrão para algumas pessoas significa falta de educação, mas, pouco a pouco, esse tabu vem desaparecendo. Hoje em dia, há até mesmo pesquisas que dão razão para aqueles que vez por outra soltam as famosas palavras de baixo calão. Um desses trabalhos é o da neurocientista Emma Byrne, que estuda o assunto há anos e chegou a conclusões interessantes.

O Poder das Palavras

O interesse de Emma por palavrões começou quando tinha cerca de 8 anos de idade e, por um erro de pronúncia, disse uma palavra obscena para seu irmão mais novo e sua mãe a castigou por isso. Naquela época ela sequer conhecia o significado do que tinha falado, mas naquele momento entendeu que havia palavras que tinham muito mais poder do que outras. Anos mais tarde, já adulta e se dedicando à robótica e neurociência, Emma publicou o livro "Swearing Is Good for You", explicando os benefícios de falar palavrão de vez em quando.

Na obra, ela afirma que a alma e o corpo são beneficiados quando as emoções são expressas por palavrões, e muito mais se forem acompanhados de entonação e gestos apropriados. No entanto, a autora também enfatiza que o uso de nomes feios nem sempre anda de mãos dadas com a agressividade ou com a mera intenção de ofender.

De acordo com Emma, os palavrões são uma parte fundamental de nosso idioma e do desenvolvimento evolutivo e servem como uma válvula de escape para liberar as emoções em vez de reprimi-las. Além disso, eles têm outros benefícios, como o aumento da produtividade em situações estressantes, o estreitamento do relacionamento e o alívio da dor.

Dizer palavrões aumenta a resistência à dor

Você já se machucou sem querer e disse alguma grosseria na hora? Essa parece ser uma resposta automática para alguns e uma outra pesquisa, elaborada pelo Dr. Richard Stephens, da Universidade de Keele, no Reino Unido, explica o motivo.

No estudo, Richard pediu aos voluntários que mergulhassem as mãos na água gelada e comparou a percepção da dor e a frequência cardíaca quando diziam um palavrão ou uma palavra neutra. Os resultados mostraram que aqueles que disseram palavras grosseiras durante o teste conseguiam manter a sua mão na água durante o dobro do tempo em relação aos que não faziam isso. Esse efeito hipalgésico (redução da dor) pode ocorrer porque se induz uma resposta de luta ou fuga, anulando a ligação entre o medo e a percepção da dor.

Também ajuda a criar boas relações com as pessoas

Isso pode soar um pouco estranho para alguns, mas falar palavrão em um contexto social pode ter um impacto positivo em nossos relacionamentos. Diferentes pesquisas chegaram à conclusão de que pessoas honestas também são mais propensas a se expressar com vulgaridade, porque não gostam de meias-palavras.

Dizer palavras de baixo calão também pode ajudar a criar fortes vínculos com nossos interlocutores, pois dá uma sensação de autenticidade. Também pode ser um forte elemento de persuasão, tornando o discurso mais apaixonado e até mesmo criando ambientes de trabalho um pouco mais relaxados, sem afetar a produtividade.

Qual é o palavrão mais grosseiro?

A verdade é que não temos uma resposta para essa pergunta, mas um texto publicado pela própria Emma Byrne nos dá algumas pistas. Algumas experiências mostram que os primeiros palavrões que aprendemos antes da adolescência são os que têm maior efeito de acelerar o batimento cardíaco e de agir como analgésico, influenciando também a resposta emocional das pessoas que usam essas palavras pela primeira vez.

É também uma questão cultural e geracional, pois o que era uma ofensa imperdoável para nossos avós, hoje não é visto como algo tão sério, assim como os palavrões não são os mesmos em todos os países. Embora algumas conclusões sugiram que palavras mais curtas soem melhores, a realidade é que é muito difícil determinar qual é a pior (ou a melhor?) expressão quando se trata de palavrões.

Diga-me quantos palavrões sabe e eu te direi o quanto você é inteligente

Para alguns, usar muitos palavrões é um sinal de pouca cultura, mas um estudo publicado na revista Language Sciences mostra o contrário. A pesquisa demonstrou que o uso de palavrões está longe de ser um indicador de pobreza de vocabulário, mas, pelo contrário, pode evidenciar uma maior riqueza de linguagem.

Para chegar a essa conclusão, os participantes do estudo listaram os nomes dos animais que vieram à mente, depois as palavras que começavam com letras específicas (a, f, s) e, finalmente, os palavrões que conheciam. O resultado foi que, aqueles que conseguiram dizer um maior número de palavrões, também apresentaram os melhores resultados nas duas primeiras categorias, além de mostrarem maior eloquência durante o teste.

Como tudo na vida, o excesso de palavrões também pode ter efeitos negativos. No entanto, eles não são algo a temer quando usados em determinadas situações que justifiquem isso.

O que faz você dizer palavrões?

(*) Artigo publicado no site incrivel.club, sem identificação de autoria.

MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e de organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: Gestão de Pessoas/RH, Pesquisa/Diagnóstico Organizacional e de Comunicação Interna/Endomarketing, T&D, Planejamento Estratégico, Qualidade Total, Excelência em Serviços e no Atendimento ao Cliente, 'Eco Training', 'Coaching' (ABRACOACHING); Palestrante, Instrutor de Treinamentos e Educador Experencial. Ex-professor da UFRGS (Escola de Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos. Empresário e Chef de Cozinha.

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