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Última Atualização: 08/12/2015 às 12:40:26 por: mario

A COMUNICAÇÃO FACE-A-FACE

(* Mário Heinen)

A comunicação - nossa capacidade de transmitir, de receber, de trocar mensagens - interliga e conecta pessoas com organizações, estratégias e processos; e, fundamentalmente, com outras pessoas.A comunicação é a única coisa que conecta seres humanos com seres humanos - e, assim, torna-se essencial conhecermos melhor a comunicação.

Quando se fala em comunicação, temos que considerar todas as formas de comunicação verbal e não-verbal, sabendo que esse segundo grupo é potencialmente superior ao verbal em possibilidades e opções. E é nesse contexto que vamos encontrar a comunicação pelo olhar, o conhecido "olho-no-olho".

Segundo Mário Quintana, "os olhos são as janelas da alma". A comunicação pelo olhar é capaz de transmitir informações muito além das palavras, pois ela traduz sentimentos, afetividade, um ‘estado de espírito'. É comum ouvir pessoas dizendo que se conhece muito do outro através desse ‘olho-no-olho'. E, com razão, pois a comunicação não-verbal é mais efetiva. Claro que não se pode desprezar e/ou desconsiderar todas as outras formas de comunicação, quer sejam verbais ou não-verbais.

Podemos até imaginar que uma organização pode ‘viver' sem canais de comunicação interna, mas teremos sempre uma exceção: as lideranças. As lideranças constituem-se no principal canal de comunicação de uma organização com as pessoas que dela fazem parte. O líder é, na essência, um comunicador.

Esse líder tem que se comunicar organizacionalmente ‘para cima', com seus superiores. Ele tem que manter bons níveis de comunicação e interação também com seus pares, igualmente líderes. E, substancialmente, a comunicação do líder com sua equipe é imprescindível para que haja uniformidade nas informações; e é também a base para a construção do espírito de grupo/equipe. Sem falar na motivação, no treinamento, na troca de 'feedbacks', nas orientações,...

Se as lideranças estão revestidas de tamanha importância no cenário organizacional, deve-se pensar imediatamente em como as organizações estão preparando essas lideranças para o exercício da comunicação e, em especial, da 'comunicação face-a-face'. Esse exercício de comunicação requer um grupo de competências altamente significativas para essas lideranças. Treinar, capacitar e instrumentalizar as lideranças é, portanto, um desafio inadiável e constante.

O desafio tem alguns desdobramentos interessantes mas, aqui, destacarei especialmente dois.

O primeiro diz respeito à comunicação das chefias médias com suas equipes, em geral as mais numerosas equipes de nossas organizações. Essas lideranças são requisitadas a estabelecer e desenvolver a comunicação "top down" (que vem do topo da organização) mas, muitas vezes, não estão preparadas para a comunicação em forma de "feedback" - dos membros da equipe para o líder. E ambas as formas são fundamentais para um processo sadio de comuncação organizacional.

Um segundo desdobramento, um outro desafio a citar, consiste em preparar lideranças não só para comunicar mensagens de forma efetiva. Além de potencializar e "empoderar" as lideranças com informações - e de qualificá-las de como fazer uso destas - é mister preparar os líderes para associar a informação com a afetividade, quer seja esta de descontração e alegria ou de seriedade, de tristeza ou de comemoração, de reflexão ou de ação, de preocupação ou de segurança. A forma como são feitas as comunicações são determinantes para a percepção e internalização das informações por parte das pessoas, das equipes. Portanto, precisa-se de muita preparação para esse exercício de irradiação organizacional. É preciso falar de postura e de atitude de liderança. E a comunicação face-a-face está nesse contexto.

Em função destes motivos é que todos os líderes (altos executivos, gerências e chefias), todos os níveis de liderança tem que ser treinados e preparados para um exercício mais consistente e efetivo da comunicação, do diálogo e da troca. As pessoas dependem disso para se integrar, para trabalhar bem, e para tomar decisões adequadas. E as organizações dependem disso para viver.

Como sabiamente dizia o 'velho guerreiro' Chacrinha, "quem não se comunica, se intrumbica!"

Mário Heinen é Psicólogo, Pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: RH, DO, Planejamento Estratégico, Comunicação Interna/Endomarketing, T&D, Treinamentos/Palestras/Cursos, e 'Eco Training'. Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio-propietário da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

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