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Última Atualização: 13/09/2016 às 10:29:56 por: mario
Olimpíadas Rio 2016 - Um legado além dos esportes!
(* Felipe Homem)

Podemos fazer algumas reflexões acerca do maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas, que terminaram recentemente. Reflexões que trago no sentido de visualizarmos algumas lições que o esporte dá ao meio corporativo. É contagiante a forma como as equipes trabalham harmonicamente e percebe-se a entrega no rosto de cada um. Da mesma forma os gestores podem unir e inspirar a equipe em prol de um propósito ou objetivo. Aguerrimento, determinação e foco são fatores primordiais para o sucesso. Entretanto, a influência do líder é determinante! Basta observarmos a história do Bernardinho à frente das equipes de vôlei conduzidas por ele. O papel do líder começa muito antes do "jogo". Está presente na hora de selecionar a equipe que ele entende como base para alcançar a excelência nos resultados, alocando cada indivíduo na função onde poderá dar seu melhor.

Em entrevista após o jogo decisivo para classificação contra França, referindo ao perfil do seu principal atacante, Lucarelli: "Depois do segundo set, eu precisava mudar meu jeito de ser. É uma geração diferente. Preciso de todas as formas passar confiança para eles", afirmou Bernardinho. "Se eu colocasse pressão e tensão ali, ia estourar. Lucarelli começou errando tudo, pedi para ele respirar e concentrar. E ele melhorou durante a partida", finalizou. Víamos nos jogos das gerações passadas que quando ele gritava os jogadores se sentiam estimulados em provar que eram capazes. Já com a nova geração, ele não pode tensionar o ambiente, pois de acordo com ele os jogadores absorvem e não respondem bem. Ou seja, além de fazer a leitura da situação e orientar a equipe de acordo com suas características, o líder deve conhecer minimamente cada um dos liderados, que formarão a unidade. Os líderes precisam mudar e se adaptar diariamente às incertezas, perfis e emoções das pessoas e novos cenários, pois cada circunstância necessitará de uma ação específica.

Com certeza, tivemos um mix de emoções envolvidas nas Olimpíadas, que também devem ser observados nas empresas: frustração com a derrota, resiliência, trabalho sob pressão entre outros fatores que vão além dos êxitos. Faz parte do amadurecimento dos atletas e dos colaboradores desenvolver a capacidade de se reinventar e aprender a lidar com esse "vendaval" de sentimentos. Por isso, não só de louros se vive nas empresas e no esporte. Na hora da equipe suportar uma derrota, o líder - seja ele o técnico, o treinador, um supervisor ou gerente - tem o papel fundamental de reerguer a equipe e transformar a perda em aprendizado. Não que se aprenda somente perdendo ou errando! Devemos manter a alta performance sempre com a melhoria contínua impregnada no DNA, assim seremos uma equipe de Ouro.

(*) Felipe Homem é Coordenador e Docente do curso de Administração da Escola Profissional FUNDATEC. É Administrador com Especialização em Comunicação e Marketing.

MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, em Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e de organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: RH, Pesquisa/Diagnóstico Organizacional e de CI/Endomarketing, T&D, Planejamento Estratégico, Qualidade Total, 'Eco Training' e 'Coaching' (ABRACOACHING). Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

 

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