Blog »

Última Atualização: 24/12/2015 às 12:09:06 por: mario
Caros amigos, colegas e parceiros,

O TEXTO DA TERÇA dessa semana vem na quarta-feira, e por uma razão muito especial. Explico.

Desde cedo em minha vida eu descobri o gosto pela gastronomia, pelo prazer de cozinhar, altamente influenciado pela minha mãe, pela avó, pelo avô, pelo Panoramix...

E, há mais de 15 anos, eu venho desenvolvendo um tipo de culinária/gastronomia muito específica, atrelada à minha história de vida, a convicções pessoais, e a uma opção de vida muito sui generis: a gastronomia inspirada no Druidismo. Assim, surgiu o DRUIDA EM CASA - Experiências Gastronômicas que, nesse dia 22 de dezembro de 2015, completou oficialmente 2 anos de existência.

Para aqueles que se interessam pela origem dessa influência e, mais do que tudo, por essa tremenda inspiração, edito hoje um pouco a respeito dessa maravilhosa cultura, desse fantástico "way of life".

"Awen" pra você!

OS DRUIDAS

Druidas eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento e de vidência, ensino, jurídicas, filosóficas e teológicas, medicinais, de contato direto com o cosmos (e astronomia), de contadores de histórias, profetas e poetas, uma espécie de sacerdote dentro da sociedade celta, originalmente. Existiram não só nos povos bretões - os Celtas, mas também entre gauleses (Gália: compreende o atual território da França, algumas partes da Bélgica e da Alemanha, e o Norte de Itália). Sua cultura proliferou a partir do século X a.C.; foram massacrados pelo Império Romano entre 58 e 50 a.C. mas, 300 anos mais tarde, os Druidas ainda continuavam a ser citados por autores como Ausonio, Amiano Marcelino e Cirilo de Alexandria, como uma classe social de extrema importância e respeitabilidade.

A origem etimológica da palavra druida parece provir do vocábulo dru-wid-s, formado pela junção de deru (carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, Druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.

No druidismo, como entre outras culturas da Antiguidade, a vida é um círculo ou uma espiral. O druidismo procura buscar o equilíbrio, ligando a vida pessoal à fonte espiritual presente na Natureza. As tradições que ainda existem do que seriam seus rituais, foram conservadas no meio rural e incluem a observância do Halloween (Samhaim), rituais de colheita, plantas e animais, baseados nos ciclos solar, lunar e outros.

Para os Druidas e para esses povos, os deuses não estavam na natureza: eles eram a própria natureza. Assim, Lyr não era o deus do mar, mas o próprio mar, em toda a sua essência, generosidade e força. Dana era a própria terra, as fontes de água, a Mãe. Inúmeros outros deuses-sol, lua, fogo, etc. eram cultuados. O próprio solo onde as tribos viviam era sagrado - deuses, antepassados e espíritos elementais habitavam árvores, pedras, águas. Por isso mesmo, os Druidas não construíam templos: preferiam realizar seus ritos em clareiras nas florestas, em pântanos, e à beira de rios e lagos. As terras pertenciam ao clã (à tribo) e não ao rei (chefe tribal).

Como tudo na natureza possui um ciclo de vida, morte e renascimento, os celtas e gauleses acreditavam que a alma renascia em outros corpos - algo parecido com o que hoje chamamos de reencarnação. Os Druidas participaram ativamente da luta pela preservação de sua instituição, de sua cultura e de seu povo. Para nós hoje, este talvez tenha sido um de seus maiores legados: a lição de que é preciso preservar o conhecimento de nossos antepassados e proteger o meio ambiente.

A alimentação Druida

É importante lembrar que os Druidas eram - primeiramente - celtas e, portanto, sua alimentação não era muito diferente da que era consumida pelo resto do povo. Os celtas consumiam cereais como aveia, cevada, trigo, centeio, etc., na forma de pães, bolos, sopas e mingaus. O mingau de aveia (favorito do Dagda, o Deus-Druida), era feito com sal ou adoçado com mel. Ervilhas, lentilhas e outros alimentos vegetais também eram apreciados. Entre as frutas, a maçã aparece com freqüência não só na toponímia céltica como também nas lendas de deuses, fadas e heróis. A avelã e os frutos da sorveira são alguns dos alimentos fornecidos pelas árvores sagradas do Ogham.

Os celtas também consumiam leite e queijo, produtos associados com o festival de Imbolc na Irlanda, sendo Brigid a deusa padroeira da atividade pastoril e protetora dos rebanhos. As refeições celtas normalmente incluíam carne, tanto de animais domésticos (boi, porco, carneiro) quanto a de caça (javali, gamo, etc). Os celtas gostavam de carne com pão.

Os Druidas nunca foram vegetarianos, que se tenha notícia... Pelo contrário, a ingestão de carne era um elemento ritualístico em algumas práticas xamânicas druídicas. Há relatos de Druidas mascando carne crua (na Irlanda e na Escócia) para alcançar o transe extático para profecia. Os celtas e gauleses comiam muito peixe - de rio, lago ou mar - além de mariscos e algas marinhas. O salmão era considerado um animal sábio, e acreditava-se que ingerir sua carne era uma forma de adquirir sua sabedoria. Cozinhando-se as algas com leite, fazia-se o carrageen, prato típico irlandês até hoje.

As bebidas também eram parte do cotidiano alimentar dos celtas. O vinho era normalmente importado da Grécia, sendo mais consumido pelos chefes. Mas a cerveja era fabricada pelas famílias, sendo de fácil acesso a todos. Feita normalmente de cevada (embora também se usasse trigo, aveia ou centeio), a cerveja era mais densa e nutritiva que a produzida industrialmente hoje. Os celtas também apreciavam hidromel, feito com o mel de abelhas silvestres. Segundo o imperador romano Júlio César, os bretões se recusavam a comer carne de grou porque acreditavam que ele poderia ter sido humano em outra vida. Os Druidas não comiam carne de galo, ganso ou lebre - os motivos desse tabu alimentar ainda é objeto de estudo e especulação para historiadores.

Os Druidas cozinhavam e assavam seus alimentos, e faziam uso de ervas não só pelo seu valor medicinal, nutritivo e mágico, mas também para realçar o sabor da comida.

Cozinhar com prazer, comer com prazer - ensinamentos do Deus-Druida, o Senhor do Caldeirão. Quem come bem é mais feliz!

E é aqui que começou a história do DRUIDA EM CASA - Experiências Gastronômicas.

O Druida em Casa leva novas e exclusivas experiências gastronômicas para a sua casa.

Baseando-se na cozinha Druida, no amor na comida, no encantamento das surpresas, no acolhimento, na exclusividade dos sabores, o Druida em Casa leva um conceito de culinária fusion para os seus jantares, almoços e eventos - na sua casa, no seu espaço.

Fruto de mais de 15 anos de estudo, o Druida em Casa oferece um cardápio para seu banquete, customizado e adequado às suas exigências e expectativas - com o objetivo e a certeza de superá-las.

O Druida em Casa é a sua oportunidade para encantar seus convidados com uma culinária diferenciada, deliciosa e surpreendente - feita e servida na sua casa!

Mário Heinen é Psicólogo, Pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de pessoas e organizações em Desenvolvimento Humano & Organizacional: RH, DO, Planejamento Estratégico, Comunicação Interna & Endomarketing, T&D, Treinamentos/Palestras/Cursos, e 'Eco Training'. Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio-proprietário da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos. Idealizador, Gestor e Chef do DRUIDA EM CASA - Experiências Gastronômicas.

Compartilhar:

 

< Voltar           Imprimir

Ir à página inicial Notícias Sobre Ecotraining Serviços Parcerias Contato