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Última Atualização: 30/04/2013 às 22:05:18 por: mario
 
PRECISA DE INSPIRAÇÃO? PEP GUARDIOLA (II)
(* Florencia Lafuente)

Em 4 anos, comandou o Barcelona em 265 partidas: venceu 190, empatou em 52 e perdeu 35 (13%). Sob seu comando, o time marcou 676 gols (2,55 por jogo) e sofreu 198. Efetividade no desempenho: 78%.

Aos 41 anos ele é o líder do momento. O ex-técnico de futebol estelar Barcelona - que, após um ano sabático sem bola, vai dirigir o Bayern de Munique - conseguiu tudo com que um líder sonha em uma época de ceticismo quanto a liderança.

SINOPSE

- Em 1984, aos 13 anos, Pep Guardiola foi jogar nas categorias de base do Fútbol Club Barcelona e, em 1991, era treinado porJohan Cruyff, o craque holandês. Em 2008, depois de ser o técnico do terceiro e do segundo time do Barça, assumiu a equipe principal.
- O clube reconheceu seus talentos. Quais são? Comunicar-se bem e, assim, estruturar o jogo; transmitir valores; ter compromisso (mais que habilidades e conhecimentos); desenvolver talentos.

 GUARDIOLA, MESSI E O 8º HÁBITO
(por Miguel Violán)

Estratosférico: relativo à estratosfera, camada da atmosfera situada aproximadamente entre 12 km e 50 km de altitude. Esse adjetivo entrou na moda na imprensa espanhola para qualificar a trajetória do jogador argentino Lionel Messi: 91 gols em 2012. Uma história incompreensível para quem não conhece o papel do Barcelona na façanha, clube que acreditou na genialidade de Messi, financiou seu tratamento médico para superar problemas de crescimento e inculcou nele os valores da masía, a grande fábrica de talentos comparável ao Massachusetts Institute of Technology, o célebre MIT.

Ao chegar, há cinco anos, à equipe principal como treinador, Pep Guardiola escolheu Messi como pedra angular de seu projeto. Afastou-o de colegas que representavam más companhias, corrigiu seus péssimos hábitos alimentares e submeteu-o a um intenso processo de coaching. Fez girar também todas as peças a seu redor, especialmente os ultratalentosos jogadores Xavi Hernández e Andrés Iniesta. Guardiola revelou assim sua capacidade de melhorar seu plantel.

Uma liderança baseada em uma exigência dupla: "Afine continuamente seu talento e não ceda em seu compromisso". Talento e compromisso levaram o Barcelona ao ápice do futebol mundial. A gestão de Pep é um exemplo brilhante de direção por valores.

Assim como defendo em meu livro "El Método Guardiola", bem faria a sociedade ocidental - especialmente a espanhola - se emulasse o exemplo de Pep: empresas, sindicatos, políticos, sociedade civil. Onde há pessoas, há valores em jogo. E os valores demonstrados pelo Barça de Guardiola se mostraram vencedores: o esforço, a solidariedade, a beleza, a resiliência diante da adversidade, o respeito pelo rival.

O Barça pratica um futebol ético e estético. E o que emana daí vai além desse esporte, como detalho nas conferências que dou pelo mundo na qualidade de "guardiólogo", analista transdisciplinar da trajetória de Pep Guardiola. Aos 41 anos, ele entroniza o bom senso. Por isso entendo "saber pensar nos demais", uma qualidade que gera confiança, antessala do sucesso. Por isso meu livro tem como subtítulo "Por que os líderes com bom senso obtêm resultados descomunais".

Em 2012 faleceu um extraordinário compilador do saber: Stephen Covey, autor de "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes" (ed. Best Seller). De sua obra se pode inferir que Guardiola - possivelmente sem ter lido Covey - falava também de um "oitavo hábito": a capacidade de um dirigente de inspirar seus sucessores, de transmitir-lhes sua grandeza. Foi o que Pep fez ao Barcelona. Depois de sua saída, permaneceu uma equipe sólida de treinadores e uma coluna vertebral de jogadores altamente capacitados. O oitavo hábito frutificou. Messi, com seus 25 anos, pode garantir mais alguns recordes nos próximos cinco anos. Mas serão marcas quantitativas. Seu grande desafio qualitativo é tornar-se o novo líder da equipe em termos de atitude, facilitar o desembarque dos jovens que um dia serão revelados e saber escolher o momento de sua partida. Sempre com um sorriso humilde nos lábios. Acariciando a bola. Deixando sementes de grandeza. Nisso consiste o oitavo hábito.
* Miguel Ángel Violán, "Guardiólogo", é autor de "El Método Guardiola" (ed. Península), conferencista internacional e diretor dos programas de comunicação da EAE Business School, de Barcelona, Espanha).

 PONHA UM GUARDIOLA EM SUA EMPRESA
(por Pilar Jericó)

No dia 27 de maio de 2009, o Barça terminou antes seu tradicional aquecimento no Estádio Olímpico de Roma para a final da Eurocopa contra o Manchester United. O motivo? Pep Guardiola queria passar para os jogadores um filme de 7 minutos com os melhores momentos da temporada e imagens intercaladas do filme "Gladiador", cuja trilha sonora era Nessun Dorma, uma das árias mais populares de Puccini.

Essa foi uma clara prova da inteligência emocional de Guardiola e de sua capacidade de tirar o melhor de um time tocando a fibra heroica de cada um de seus integrantes. Algo que se consegue com imagens, música e, mais importante, uma maneira determinada de gerenciar. A inteligência emocional de Guardiola está evidente no fato de ele fazer os membros da equipe sentir-se individualmente importantes e, ao mesmo tempo, fazê-los ver que só juntos (com senso de pertencimento, generosidade e humildade) podem vencer.

A humildade, infelizmente pouco presente nas empresas, já era uma característica de Guardiola quando jogador. Sempre passava a bola, por exemplo. Ele já era líder quando Rivaldo integrou o time e tamanha era sua demonstração de admiração pelo brasileiro que Cruyff o chamou para saudá-lo. Também desperta a paixão das pessoas, com seu calor humano, ainda que seja firme, penalizando financeiramente quem não cumpre as regras combinadas. O clube soube ver tudo isso quando ele treinava as categorias de base e dar-lhe o espaço merecido.

Será que não há um Guardiola em sua empresa esperando para ser descoberto?

* Pilar Jericó é consultora em gestão de pessoas.

* Florencia Lafuente - HSM Management.

* MÁRIO HEINEN é psicólogo, pós-graduado em Administração de RH, Dinâmica de Grupo e em Gestão da Qualidade para o Meio Ambiente. Consultor de organizações em Desenvolvimento Humano e Organizacional, RH, Endomarketing, T&D, Qualidade Total, Gestão Ambiental e 'Eco Training'. Coach Profissional (ABRACOACHING). Ex-professor da UFRGS (Administração), da ULBRA (Psicologia), e ex-Diretor da FAJERS. Sócio Diretor da HEINEN - Parceria em Recursos Humanos.

 

 

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